Cotrim de Figueiredo e Gouveia e Melo assumem-se como... ~ News Sport

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21 de novembro de 2025

Cotrim de Figueiredo e Gouveia e Melo assumem-se como...

Cotrim de Figueiredo garantiu que "ao longo de toda a minha vida profissional e política não pode encontrar um único caso em que eu tenha sido influenciado por pressões".

"A independência não se proclama, observa-se, pratica-se", acrescentou com firmeza. insistindo que a sua capacidade de "resistir a interesses e influências é patente".

Desafiou então Gouveia e Melo a dizer-lhe nos olhos "se acha que sou um cavalo de tróia" de interesses.

O Almirante sublinhou que a sua candidatura é a única verdadeiramente independente entre as diversas desta eleição, porque, explicou, "tenho uma candidatura supra partidária não estou limitado ao espetro político, no encontro de soluções que o presidente deve ajudar a encontrar".

"A minha candidatura é aquela que poderá responder aos portugueses em termos de segurança, estabilidade e desenvolvimento", prometeu em tom de campanha.

Para Gouveia e Melo esta independêndia de ideias e de ideologia cria "mais exigência", considerando que um candidato de uma área partidária "tem um conjunto de ligações que o condicionam em termos ideológicos".

"Não me parece que seja bom para a democracia", considerou, "parece que estamos numas eleições legislativas". "Um candidato presidencial deve ser mais aberto".

Palavras de imediato contestadas pelo adversário, lembrando que até agora, "todos os outros presidentes foram oriundos de partidos".

"Não me vai dizer que é cadastro ter passado partidários", barafustou Cotrim de Figueiredo, referindo os apoios de vários quadrantes que lhe expressaram apoio.

"Alguém que se queira candidatar à presidência vai ter de pensar muito bem e nunca militar em nenhum partido porque se não nunca vai ser indepndente?", questionou ainda. "Isso não faz sentido absolutamente nenhum".

Cotrim de Figueiredo lembrou ainda a Gouveia e Melo os apoios que tem na área do PSD e outras pessoas que foram "responsáveis pela máquina de propaganda de José Sócrates".

O Almirante insistiu no argumento e respondeu ao repto inicial. "Dizendo na sua cara, o senhor não vai conseguir ser independente porque vai levar conceitos ideológicos para a presidencia da República", defendeu.

"A presidência da República é um serviço à nação, que exige o máximo rigor, a máxima responsabilidade e o máximo distanciamento também", acrescentou, voltando ao tom de campanha.

Já os anteriores presidentes quando se candidataram, considerou, eram "muito superiores ao seu espaço partidário".

"Eu sou superior ao meu espaço partidário", respondeu de imediato Cotrim de Figueiredo, questionando "vai dizer, este senhor não vai ser independente, baseado em quê? Numa profecia?"

"A independência pratica-se", insistiu ainda., prometendo que "o meu passado de defensor de determinadas opções ideológicas tem de ficar à porta de Belém no dia em que tomar posse".

A revisão constitucional

O desafio passou então para a revisão constitucional, com Gouveia e Melo a lembrar, que, nessa área, Cotrim de Figueiredo poderá ser uma influência devido a propostas anteriores. "Quer ter um poder absoluto de veto e quer mudar a Constituição", afirmou.

O adversário esclareceu depois que propôs uma "revisão constitucional cirurgica, sugerindo a discussão dos vetos". "Gosto de debater", justificou, criticando que um presidente que tenha de "carimbar um diploma com o qual já mostrou desacordo".

"Acho interessante discutir", mas, "não tenho conclusões", frisou.

Cotrim de Figueiredo fez então questão de sublinhar, "aceito as regras que estão em vigor". "Aceito a constituição", prometeu, "como o meu guia principal, a qual jurarei cumprir e fazer cumprir no dia em que tomar posse".

Já Gouveia e Melo voltou a destacar que "tenho a capacidade de ajudar a manter a garantir essa estabilidade", por "vir de fora do sistema", algo que "ajuda a motivar os portugueses para uma mudança e para uma alteração".

"Isso é o que motiva e porque estou aqui", afirmou. "O sistema presidencialista é mais do que suficiente", considerou ainda lembrando que "há 202 anos foi a última vez que esteve na Constituição o poder de veto absoluto", que era do monarca, "isso seria um retrocesso", referiu.
"Só uso avental na cozinha". "Eu nem na cozinha"

A suspeita da maçonaria apoiar Gouveia e Melo foi também abordada, originando um momento caricato e cordato no debate.

O Almirante voltou a garantir, "eu não sou maçon".

"A maçonaria está espalhada por toda a sociedade portuguesa", acrescentou. "Não há ninguém que possa dizer que não há aqui um maçon nesta sala".

"Eu também não sou, uso avental mas na cozinha", ripostou Cotrim de Figueiredo. "Eu nem na cozinha", esclareceu Gouveia e Melo.

Cotrim de Figueiredo esclareceu depois as dúvidas que lhe surgiram depois de, no início do ano, "um grupo de maçons quis apoiar Gouveia e Melo". 

"Evidentemente que um candidato não é responsável por aqueles que o querem apoiar", apressou-se a acrescentar, reconhecendo que o adversário se tentou demarcar desse grupo.

O candidato da área liberal referiu estar curioso para perceber que interesse poderia ter a maçonaria na candidatura do rival, "não conheço o seu funcionamento e esse é um dos problemas", afirmou. "Não é uma suspeição".

Cotrim de Figueiredo considerou depois, sobre o papel presidencial, que a magistratura de influência tem de ser mais do que "jogos de batidores", propondo-se vir a ser um presdiente inspirador para os portugueses, para o que "ainda não foi feito".
Operação Influencer. Justiça "tem de dar explicações"

Durante o debate, soube-se que o DCIAP omitiu escutas que envolviam o antigo primeiro-ministro, António Costa, durante cinco anos, no âmbito da operação Influencer.


 

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