Uma célula de Coimbra deste grupo que está a ser desmantelado pela PJ conseguiu legalizar 18 mil imigrantes através da atribuição fraudulenta de NIF. Líder tinha um sofisticado sistema informático em casa para gerir a organização
A rede que angariava imigrantes de forma massiva desde o início de 2022, e que tem vindo a ser desmantelada pela Polícia Judiciária (PJ), cobraria entre €15 mil e €20 mil pelo “pack de legalização” a cada imigrante oriundo do Nepal ou do Bangladesh. Este “pacote” incluía a obtenção de contratos de trabalho, número de identificação fiscal (NIF), número de identificação de Segurança Social (NISS), número nacional de utente do SNS (Serviço Nacional de Saúde), Cartão Europeu de Saúde, tradução e certificação de registos criminais, abertura de contas bancárias, atestados de residência, entre outros.
Com o slogan “Isto não é o Bangladesh”, retirado do refrão de uma música gerada por inteligência artificial, os cartazes da campanha presidencial de André Ventura têm sido tópico de discussão nas redes sociais. Há quem apoie o posicionamento do líder do Chega face ao aumento da imigração, mas também quem questione o sentido da mensagem tendo em conta o peso da imigração vinda do Bangladesh em Portugal.
Numa mensagem enviada ao Polígrafo, um leitor questiona se é verdade que apenas 0,5% dos residentes em portugal são provenientes do Bangladesh. A resposta é sim. O relatório relativo ao ano de 2024 da Agência para a Integração, Migração e Asilo (AIMA) aponta para a existência de 1.543.697 cidadãos estrangeiros em Portugal, dos quais 55.199 imigrantes do Bangladesh. Este número corresponde a 0,51% da população residente em em 2024 (10.749.635 milhões de pessoas).
Esta é a sexta nacionalidade mais representativa da imigração portuguesa, ficando atrás da brasileira (1.ºlugar – 484.596 pessoas), indiana (2.º lugar – 98.616 pessoas), angolana (3.º lugar – 92.348 pessoas), ucraniana (4.º lugar – 79.732 pessoas) e cabo-verdiana (5.º lugar – 65.507 pessoas).






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